11 - 12 - 2017

Resenha Victoria e o Patife


Victoria e o Patife escrito por Meg Cabot é um romance de época, no estilo Meg Cabot.





Título: Victoria e o Patife
Autor(a): Meg Cabot
Editora: Galera
Ano de Edição: 2017
Páginas: 256
Nota: 3,0




Criada pelos tios na Índia, Victoria é enviada a Londres aos 16 anos a fim de conseguir um marido. Mas é na longa viagem até a Inglaterra que a jovem encontra o amor, na figura de Hugo Rothschild, o nono Conde de Malfrey. Tudo estaria ótimo se não fosse a insuportável interferência do capitão do navio, Jacob Carstairs. Por que ele não pode confiar na escolha de Victoria? Por que ele não a deixa em paz? Estaria Hugo escondendo algo?




Victoria é uma inglesa órfã de dezesseis anos que foi criada na Índia por seus três tios. Apesar de ter sido criada apenas por homens ela é muito refinada, herdeira de um conde, teve a melhor educação que uma jovem poderia ter, mas como ela já estava ficando na idade de se casar, seus tios resolveram manda-la de volta a Inglaterra para que seus tios que possuíam uma família numerosa conduzissem a um casamento.


Durante sua longa viagem de navio, Victoria conheceu o nono Conde de Malfrey, que logo no final da viagem de três meses lhe propôs em casamento, como ela era muito decidida e independente aceitou logo de cara. Por tanto quando chegou a casa dos tios já estava noiva, durante a estadia na casa dos tios e dos dez filhos deles, Victoria que era uma jovem muito ardilosa e com uma mania de cuidar da vida de todos, resolveu que teria que fazer algumas mudanças na família causando assim um desconforto em algumas pessoas, mesmo assim todos aceitam bem as mudanças, exceto o Capitão Jacob.


Jacob Carstairs um londrino dono de uma frota de navios vinha acompanhando Victoria durante todo o trajeto da viagem, isso acabou causando em ambos uma certa empatia, porque um não concordava com as atitudes do outro, mas quando o Capitão Jacob começou a dá palpite no seu noivado, ela ficou muito irritada e eles começaram uma verdadeira guerra de opiniões, fazendo com que Victoria começasse a ter dúvidas sobre seu noivado e até mesmo sobre o caráter do seu noivo.


Bem a história em si é boa, mas algo na forma que a autora colocou certas passagens, o livro é um romance de época com pitadas de humor, achei que alguns capítulos complicados, mudança de um assunto no meio de uma explicação ou quando a personagem se perdia em seus pensamentos quando estava narrando acontecimentos importantes para o desenrolar da história.


Gostei do livro, embora no começo eu estava odiando a Victoria, porque ela era muito arrogante e mandona, era um tal de querer arrumar tudo mandando na vida dos outros, ou falando mal, foi estranho porque quando se trata do personagem principal é sempre uma garota sofrida, uma donzela em perigo e todo mundo querendo protege-la, mas a Victoria me deu vontade de bater.


Ao contrário de muitas histórias que já li, a protagonista não tinha uma história de vida sofrida, com personalidade sensível e insegura, nesse livro vemos o oposto, uma protagonista que se acha a dona da razão, sempre ela que sabia das coisas. Eu já estava imaginando que seria a primeira vez que desejava a personagem principal tivesse um final infeliz, Victoria é muito chata, mas foi isto o diferencial neste livro o que mais me chamou atenção foi que ela não era a pobrezinha que precisava ser resgatada, pelo contrário tinham que resgatar os outros dela.


Enfim, tirando alguns trechos que deixou a desejar é um ótimo livro, leve, nada erótico, somente uma comedia leve e um romance nada meloso.








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