09 - 04 - 2018

Resenha Orgulho e Paixão


Hoje é segunda dia de resenha, mas essa semana não irei falar sobre um livro, mas sim a novela da Rede Globo, Orgulho e Paixão.









Orgulho e Paixão, é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida desde 20 de março de 2018, substituindo Tempo de Amar. É a 91ª “novela das seis” exibida pela emissora. Escrita por Marcos Bernstein, livremente inspirado nos romances Razão e Sensibilidade (1811), Orgulho e Preconceito (1813), Emma (1815), A Abadia de Northanger (1818) e Lady Susan (1871) da escritora inglesa Jane Austen, com colaboração de Victor Atherino, Juliana Peres e Giovana Moraes, conta com a direção de Alexandre Klemperer, João Paulo Jabur, Bia Coelho e Hugo de Sousa, sob direção geral e artística de Fred Mayrink.


Conta com Nathalia Dill, Thiago Lacerda, Pâmela Tomé, Chandelly Braz, Anajú Dorigon, Bruna Griphao, Agatha Moreira, Tarcísio Meira, Grace Gianoukas, Maurício Destri, Ricardo Tozzi, Gabriela Duarte, Tato Gabus Mendes, Vera Holtz e Alessandra Negrini nos papéis principais da trama.


Fonte Wikipidia



Até o momento gosto bastante da novela, ela faz referência as várias obras da Jane Austen, se você for assisti-la já aviso, não é uma adaptação, principalmente porque a novela ocorre no Brasil no séc. XX, mais de um século depois que os livros foram escritos. Quando vejo cenas da novela inspiradas no livro sinto uma espécie do Nostalgia, diferente do filme que sentir como se o que havia lido tivesse se tornado real, com imagens e sons, acho que a melhor adaptação cinematográfica foi de Orgulho e Preconceito.


Os personagens gostei de todos, exceto a Elizabeta (sim Elizabeta, não Elizabeth como no livro), interpretada pela atriz Nathalia Dill, gosto da atriz acho que foi uma boa escolha, porém eles falharam miseravelmente na captura da personalidade da verdadeira Elizabeth, em vez de criarem uma personagem espirituosa, com opiniões fortes e irônica, criaram uma personagem rabugenta, que impõe a sua opinião sem respeitar a opinião dos outros e que tudo que é lhe dito o leva para o lado negativo e as vezes distorce as coisas. Na minha opinião todos outros conseguiram captar a essência dos personagens dos livros, exceto ela.


Sobre o Darcy, interpretado pelo Thiago Lacerda ainda não consigo decidir se gosto ou não, porque o Darcy da novela não me lembra muito o do livro, mas me lembra outros duques, condes, marqueses de outros romances de épocas. Por exemplo quem lê romance de época com certeza já leu algo do tipo “Homem alto, de ombros largos, olhos claros, com mexa de cabelo caindo sobre a testa, de poucas palavras e expressão séria”. Acho que todos esses nobres dos romances de época escrito atualmente são meio inspirados em Darcy de Orgulho e Preconceito, então acho o Darcy do Thiago Lacerda igual, mas só que diferente (haha) do Darcy do livro.


A respeito do cenário e figurino só tenho elogios, foram muito bem reproduzidos, paisagens lindas, até as cinematográficas foram bem-feitas. O que não me surpreende porque visualmente falando a Globo sempre fez novela bonitas de se vê, o problema sempre foi o roteiro. Por causa de roteiros ruins não assisto novela deste de 2009.


Mas até o momento estou gostando bastante do roteiro, embora algumas expressões e palavras sejam bem atuais isso não prejudicou, afinal de contas nem todos que assistem a novela são fãs de Jane Austen.


Enfim, estou gostando da novela, não perco nenhum capitulo, já aviso que não fiz essa resenha em prol da emissora, não sou fã da Globo, pelo contrário tenho opiniões bem negativas sobre a Globo, porém confesso que eles acertaram desta vez, a novela é boa, independente do acho ou que deixei de achar sobre a emissora, não posso ser hipócrita e criticar e ofender a novela devido minha opinião pessoal. Penso que devemos criticar quando é preciso e elogiar quando necessário, por isso, elogio e recomendo a novela, independente se for fã ou não de Jane Austen, a história é legal e divertida e vale a pena acompanha-la.








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